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Archive for the ‘jornalismo’ Category

a deficiência nos media

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o gabinete para os meios de comunicação social, a universidade lusófona e o grupo de reflexão sobre “media e deficiência” organizam, no dia 28 de setembro, no auditório agostinho da silva, da universidade lusófona (lisboa), o colóquio “media e deficiência“, chamando a atenção para o papel importante dos media na integração social das pessoas com deficiência. serão analisados os temas sobre as acessibilidades aos media e a imagem das pessoas com deficiência nos media, sendo os oradores convidados peter looms, perito e consultor internacional em acessibilidade audiovisual e presidente do focus group sobre acessibilidade dos meios audiovisuais da união internacional das telecomunicações, e josélia neves, doutorada em estudos de tradução com uma tese sobre tradução audiovisual que desenvolve projetos na área da comunicação acessível para públicos com necessidades especiais numa perspectiva inclusiva.

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ode à fotografia…

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“…para a máquina, o aparelho sem vida, um detalhe não tem mais interesse do que outro. para uma fotografia ter a capacidade de contar uma história, é preciso um olhar atrás daquela máquina que sabe escolher, que sabe focar, que sabe organizar. o mesmo vale para a descrição da realidade à nossa volta. para que uma história transmita algo, exige-se um fio condutor, algo coeso, de grande espiritualidade e de grande vericidade…”

(karin boye, “det hungriga ögat, journalistik 1930-1936″ – ”o olhar esfomeado, jornalismo 1930-1936”)

Written by imagoverbalis

Maio 27, 2011 at 9:17 pm

Publicado em fotografia, jornalismo

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haja esperança…

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com a viragem do ano a aproximar-se a passos largos (2011 é já amanhã), estamos perante tempos que garantidamente vão dar luta. sem dúvida serão mais difíceis para uns do que para outros, neste país de lógica invertida onde as compras de natal foram feitas como se não houvesse um amanhã para alguns portugueses, enquanto outros nem tiveram, e continuam a não ter, comida suficiente em cima da mesa. somos obrigados a apertar o cinto para o bem de todos, algo que a nosso ver se torna muito vago e arbitrário num sistema onde quem tem posses e bens continua quase intocável, e onde continuamos com o segundo valor mais alto a nível europeu no índice de desigualdade social. quem já se encontra fragilizado é quem arrisca afundar-se cada vez mais com o aumento do custo de vida e com os cortes nos benefícios sociais. torna-se por isso mais urgente do que nunca remar contra a maré de políticas que incentivam uma mentalidade de salve-se quem puder, e lutar pela acção solidária, pela igualdade e pela justiça social, no sentido de contrariar, com todas as forças possíveis, uma iminente instalação de um clima de que tudo isto é fado. só estendendo a mão ao próximo e procurar ajudar é que é possível defendermos os nossos ideais e mantermos a dignidade enquanto seres humanos.

e assim acontece…

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tive o privilégio de entrevistar o grande jornalista e fotógrafo carlos pinto coelho (1944-2010) sobre o seu programa “acontece” na rtp2, em meados de 1998, para as páginas de cultura num dos grande  diários suecos göteborgs-posten. um senhor de extrema simpatia (não se importava nada que o filhote na altura recém nascido estivesse presente), intenso, e de um nível de cultura único. disse-me na altura que não estava a travar “nenhuma luta evangélica” com o seu programa diário de cultura neste país onde reinam as telenovelas, mas que fazia o programa “porque me dá prazer” e defendia a chamada geração rasca dizendo que “não é verdade que os jovens não contactam com a cultura. aproximam-se do que é bonito, do belo. a cultura é bela. o acto cultural é diário, imediato, simples e é isto que a geração mais nova está a descobrir”. falando sobre o programa curto de 15 minutos disse: “não quero fazer um programa mais comprido. prefiro que o espectador diz: já acabou, em vez de se perguntar quando é que o programa vai acabar. acho que esse é uma parte do sucesso do acontece, é tão curto que o público não se cansa”. a gente não se cansou e lamentámos não ter tido mais anos de programação do que teve, que foi um verdadeiro tesouro televisivo. um bem haja, carlos pinto coelho. foi um prazer conhecê-lo pessoalmente. até mais.

Written by imagoverbalis

Dezembro 16, 2010 at 9:01 am

Publicado em cultura, fotografia, jornalismo

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novo periódico sueco feminista na internet

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no dia 15 de outubro, o periódico sueco feministiskt perspektiv (perspectiva feminista) abre o seu contador na net. a meta é conseguir (rapidamente) 1500 seguidores para, logo de seguida, lançar a publicação semanal de noticias nacionais e internacionais, com conteúdos sobre o mercado de trabalho, economia, cultura e investigação – tudo numa perspectiva feminista. já é possível contactar com a redacção para sugerir temas e conteúdos futuros.

a responsável pelo projecto, anna-klara bratt, jornalista no media watch group allt är möjligt (tudo é possível) , diz na página da associação feministiskt perspektiv que “existe uma capacidade subaproveitada entre jornalistas (masculinos e femininos) na suécia e, em consequência, um público esfomeado por uma revista feminista. mais que 20 anos de estudos mostram que a igualdade de género tem tido dificuldades em chegar às redacções e às colunas. isto apesar de repetidos sessões de sensibilização, alertas e chamadas de atenção.”

o jornal feministiskt perspektiv, publicada por quatro editores, e com textos de jornalistas freelancers e material de agências de notícias, será publicado pela organização sem fins lucrativos föreningen feministiskt perspektiv.  

gestos para se fazer ouvir

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na suécia emitiram já nos meados dos anos 70, um programa específico para as crianças aprenderem a linguagem gestual, em prime-time no canal 2 (stv2). chamava-se “upp med händerna” (mãos ao ar), e era de autoria da jornalista, escritora, produtora e artista, gunnel linde. a consciencialização social, conseguida através da televisão, foi ainda mais enraizada através de um jogo de cartas que ensinava miúdos e graúdos a comunicar com quem não ouve. ontem foi lançado o primeiro dicionário português de língua gestual portuguesa e esta sociedade já deu mais um passo para se tornar mais inclusiva, compreensiva e igualitária. de autoria de ana bela baltazar (porto editora), o dicionário destina-se “aos mais de 100 mil surdos que existem em portugal e aos que com eles lidam, como familiares, professores e técnicos”.

forças indesejadas

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a propósito das eleições nacionais na suécia, que decorreram no domingo, dia 19 de setembro de 2010, a propósito do enorme retrocesso do partido social-democrata (a maior em cem anos) e da esquerda em geral, e, sobretudo, a propósito do avanço preocupante que teve o partido sverigedemokraterna (os democratas suecos), neste caso o fiel da balança, lembramos o que escrevemos já em novembro do ano passado, sobre o crescimento desta força nacionalista, que até há muito pouco tempo tinha claras conotações de extrema direita, de explícita xenofobia e de neonazismo. preocupante, sem a mínima dúvida. prevêem-se tempo de luta política complicada lá no norte, e um clima pouco favorável para quem (ainda) não está integrado naquela sociedade chamada civilizada, humanista e moderna.