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a coisa está preta

with one comment

após uma semana de euforia e cegueira futebolística e papal, não totalmente generalizada (graças a…), parece que, felizmente, ainda há gente neste país que continua a viver no mundo real e que se preocupa com assuntos reais e importantes que nos tocam aqui e agora a todos, de forma bem concreta. as medidas de austeridade do governo, decididas a semana passada sob pressão europeia para enfrentar a crise e reduzir o défice, vão obrigar-nos a contar cada cêntimo. é sinistro ver como o sistema globalizado nos torna submissos, obrigando-nos a participar neste esforço nacional económico. será que é necessário agir desta forma quando o prometido era outro? dizem que sim. mas não quer dizer que é preciso concordarmos ou ficarmos de braços cruzados. neste mundo de desigualdades, quem tem pouco ficará com ainda menos com este reforço do pec. por outro lado há os que parecem intocáveis, em todos os campos políticos. nos últimos tempos tem vindo a surgir um apelo no ciberespaço, de forma repetida, sobre o luto nacional para 22  e 23 de maio para que se vista de preto e que se pendure panos pretos nas janelas para, de forma simbólica, exprimir o descontentamento. diz o sociólogo americano e activista anarca howard ehrlich sobre a bandeira preta no livro “reinventing anarchy, again”: “(…) black is a mood of anger and outrage at all the hideous crimes against humanity perpetrated in the name of allegiance to one state or another. it is anger and outrage at the insult to human intelligence implied in the pretences, hypocrisies, and cheap chicaneries of governments. black is also a colour of mourning; (…) for those whose labour is robbed (taxed). (…) black is also beautiful. it is a colour of determination, of resolve, of strength, a colour by which all others are clarified and defined. black is the mysterious surrounding of germination, of fertility, the breeding ground of new life which always evolves, renews, refreshes, and reproduces itself in darkness. the seed hidden in the earth, the strange journey of the sperm, the secret growth of the embryo in the womb all these the blackness surrounds and protects.”

o protesto poderia vir a ter ainda mais impacto se houvesse alguém quem desse a cara pela ideia de chamar a atenção pela importância de contestarmos. juntos é que se consegue mudança.

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Uma resposta

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  1. Infelizmente a coisa em Espanha está igual, ou para não dizer pior… E o que mais lamento é este conformismo geral a que já estamos habituados. Não se pode fazer nada e cruzamos os braços? Que tipo de geração criamos estes ultimos anos?

    labordetaportugues

    Maio 17, 2010 at 6:32 am


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