Posts Tagged ‘suécia’
o fotógrafo que acertou na mouche (ou não)

eleito como autor do melhor álbum fotográfico da semana pela página web sueca fotosidan (a página de fotografia), o fotógrafo magnus muhr já começa a ter o seu nome espalhado pelo mundo fora graças às fotos humorísticas que cria com uns simples rabiscos num papel branco á volta de uma, duas ou mais moscas mortas, tipo bd. “tudo começou”, conta, “numa festa um bocado choxa quando encontrei uma mosca morta e, para me divertir, fui buscar uma caneta, um papel e uma pequena máquina de fotografia e criei um cenário que toda a gente gostou”, sublinhando, no entanto, que “nunca me passaria pela cabeça matar moscas para o efeito”. tendo este senhor das moscas, como já é intitulado, conseguindo em poucos dias vender variadíssimos quadros com os bichinhos em posições que não parecem ter fim, promete continuar a brincar com os bichinhos em prol do humor e boa disposição.
(tradução: gostaste? mm…conseguiste mesmo, britta, sabe mesmo à merda!!)
a dama desordenada

se calhar a mais importante banda sueca de punk feminina dos anos 80, interlocutoras da zanga das gajas nórdicas, da revolução do sexo forte, da emancipação e das questões sociais sempre actuais. cruzei-me o outro dia com a autora das letras musicais deste grupo de moças das “tant strul” (a dama desordenada) que hoje já está mais crescidas. o tempo voa mas a alma punk prevalece.
zilverzurf “howling dogs & lost souls” com os marenostrum

domingo 4/10 15:00 café inglês, silves (perto do castelo)
sábado 10/10 23:00 associacão artistas, faro
estes concertos, num mix de música reggae, afro, ambiente, tradicional portuguesa, klezmer, cumbia e mais, preparam uma curta digressão na suécia com os marenostrum a iníciar no dia 14 de outubro.
zilverzurf aka joão sueco aka johan zachrisson
de corpo e alma

agosto de 2009, III bineal do porto santo, mostra internacional de arte contemporânea, de corpo e alma
tenho procurado cenários que expressam o passar do tempo e as transformações que daí brotam, a virtude, e o belo do degradado, da decadência e do envelhecimento.
padrões que se criam de forma circunstancial num preciso momento, deixando rastos momentâneos, para de seguida mudar. outras, mais permanentes, onde a superfície rachada revela as camadas provocadas pelas vivências e pela força da natureza.
jogando com a ideia do ciclo da vida, do começo e do fim, e da fé, com a sua vertente fantástica do inferno e do paraíso, do diabo e da madonna.
tudo efémero.
tudo ilusório.
malin löfgren
vida de aprendizagem

longas e intermináveis noitadas de festejo nas nações universitárias, a celebrar o baco, para, logo de seguida recomeçar o estímulo intelectual com estudos árduos sobre maupassant, duras, sartre, stendahl e outros autores do mundo literário francês, sobre os sistemas políticos internacionais, sobre filosofia, sobre a imprensa e a sua história, sobre média e comunicação, sobre autores maravilhosos do mundo jornalístico de séculos passados e contemporâneos, kisch, wallraff, alving, tingsten, nordström, hebbe… 1º de maio celebrado em frente do edifício da universidade de 1882, sob o olhar dos sfinx lá no cume da casa branca e sob a inscrição regia academia carolina, com as magnólias em flor e o coro masculino da universidade a celebrar a vinda da primavera a capella, à beira do castelo da associação académica. piqueniques animados na relva verdíssima no jardim botánico, passeios nos parques desta instituição de sabedoria datada 1666, numa cidade de estudantes para estudantes, jovens praxados e doutores já agrisalhados. curiosidade, sede de beber da fonte, de aprender mais, de avançar, de não parar porque parar é morrer. e se essa aprendizagem durasse uma vida…
fredrika

mulher lutadora que cedo percebeu a importância da liberdade e da igualdade da mulher com o sexo oposto. novelista, jornalista, feminista, humanista viajou até aos estados unidos de américa no século 19, de onde relatou sobre o sistema que, na altura, ainda encarava a escravidão como natural. o seu empenho para alertar para o papel da mulher como não tradicionalista inspirou tanto o povo como os políticos, tendo sido adoptado reformas a favor da mulher a nível legislativo. o maior movimento feminista sueco foi nomeado herta para honrar o novela da fredrika bremer sobre os direitos da mulher. detalhe da fachada de uma escola de música e antiga escola para raparigas em lund, suécia.
na boa

de regresso da suécia. país sem grandes complicações. nada de facilitismos mas de ordem natural, organização. humano e humanista. onde as ruas são feitas para passear ou andar de bicicleta. onde a estética tem o seu espaço privilegiado. onde o design e o património nacional é acarinhado, destacado. onde se tem orgulho da beleza antiga e contemporânea. onde o verão é quente qb, onde o verde e o florido abundam e onde a trovoada só ajuda a apimentar uma tarde bem passada. lugar de pertença. voltarei. em breve.