Posts Tagged ‘portugal’
em prol da segurança da mulher

“de todas as mulheres que fazem parte da minha vida, nenhuma será menos do que eu” é um dos slogans da campanha “maltrato zero”, promovida pela organização ibero-americana da juventude (2008/2009), e que tem como objectivo unir toda a sociedade ibero-americana, incluindo portugal, num compromisso para travar os maus tratos, erradicar a desigualdade entre géneros e rejeitar qualquer tipo de violência contra as mulheres.
para o bem da tua vizinha, amiga, irmã, mãe, avó, informa-te, denuncia sempre casos de maus tratos, ajuda e apoia esta causa.
uma casa portuguesa com certeza

lê-se num relatório do parlamento europeu de 1996, mas podia ter sido escrito hoje, que “portugal, espanha e a grécia têm um sector particularmente vasto de alojamento ocupado pelos respectivos proprietários” ao mesmo tempo que “o número de alojamentos de aluguer de carácter social é mínimo” e “o sector de alojamento de aluguer de modesta qualidade de carácter privado está em declínio”.
tentando dar uma reposta a esta problemática de direito (humano) a uma casa e um lar seguro, a aliança internacional de habitantes luta para criar condições dignas para todos num sistema baseado em tolerância, igualdade social e ambiental, desenvolvido com a ajuda dos próprios moradores, com o envolvimento dos poderes públicos para uma realidade urbana mais saudável. vale a pena conhecer o trabalho da aih, também na plataforma europeia pelo direito à moradia (2009).
um passo electro-arcáico

toma um dj/berimbau, um dj/percussion e dois músicos de digeridoo, mistura bem e engole só com água e vais ver que és transportado para um mundo novo de timbres electrónicos, misturados com sons aborígenes tribais, fáceis de provocar um estado de transe e relaxamento. os stepline project vão dar que falar, não tenhas dúvida.
zen e a arte da manutenção de motocicletas?

faro é invadido durante quatro dias por motards de todo o mundo. um espectáculo visual a não perder para quem gosta dos choppers, construídos de peças recicladas em casa ou de marca, com ou sem side car, todo-o-terreno, naked ou street, harley v-rod ou yamaha. ride hard, mas com cuidado.
antes da glória

os governantes encontram-se em plena batalha política. faro tem o actual edil de tavira macário correia a bater à porta, querendo tornar “faro uma capital”. pode ter uma boa reputação, mas muitos tavirenses a criticá-lo por mero paleio e fachada. apolinário pode dizer que “não falamos, fazemos”, diga-se de passagem que o novo visual até permite perceber melhor o discurso do autarca, e constatar que “faro é faro”, mas esta ofensiva de charme poderá vir a não ter o efeito desejado. a frente ribeirinha de faro será requalificada e um porto de recreio, entre variadíssimos projectos de solidariedade de optimização da cidade, sim foram feitas muitas coisas. mas faro continua uma lástima em termos de acessos tanto para o trânsito pedonal, as pessoas que andam de bicicleta e de carro, a não falar das pessoas deficientes. será que esta cidade alguma vez é tornada adaptada às pessoas e as suas necessidades em termos de espaço, de estética e de conforto? seja qual for a política, esta cidade e este país precisa de avançar. muito e depressa.
sinais de envelhecimento

com uma população a envelhecer a um ritmo alucinante, num país onde a rede nacional de cuidados continuados integrados recentemente começou a ser desenvolvido, e bem, para conseguirmos tratar dos nossos idosos, oferecendo um conforto às pessoas também quando as capacidades começam a diminuir, ou em casa, graças às equipas multidisciplinares de apoio domiciliar, ou nas variadíssimas unidades de média ou longa duração. apesar do enorme avanço e investimento político e social, melhorando de forma franca as condições, falta ainda muito a fazer para podermos garantir esta solução a toda a população envelhecida. muitos passos já foram dados para que muitos tenham uma vida mais digna e aconchegada mas poderá ser que nunca atingiremos aquele modelo ideal que gostaríamos de conseguir para os nossos sorgos, tios ou avós. reconhecemos, sem dúvida, os avanços, mas vendo cenários como nesta foto apanhada na serra algarvia chega-se a perguntar: será que este país é mesmo para velhos?
viagem

é o vento que me leva.
o vento lusitano.
é este sopro humano universal
que enfuna a inquietação de portugal.
é esta fúria de loucura mansa
que tudo alcança
sem alcançar.
que vai de céu em céu,
de mar em mar,
até nunca chegar.
e esta tentação de me encontrar
mais rico de amargura
nas pausas da ventura
de me procurar…
miguel torga, in “diário xii”