Posts Tagged ‘liberdade de expressão’
bloggers utilizam imagem nossa e stats disparam, agradecemos
imagem: retirada do sítio d’ a defesa de faro
nestes dias de total liberdade na blogosfera, onde muitas vezes o respeito pelo material (textos e imagens) do outro falha, vai o sítio “a defesa de faro” tirar uma foto do nosso blog e da nossa autoria, de julho de 2009 a ilustrar a campanha para as legislativas e as autarquicas, sem pedir licença, e sem responder ao pedido por mail de colocarem, pelo menos, um link para o texto e para o site onde foram retirar a imagem. emprestamos, com todo o gosto, as nossas fotos desde que estejam devidamente identificada e assinaladas. e tendo tido os colegas farenses o juízo de deixar ficar o nosso nome com a copy na foto, achamos que não houve grandes estragos. aliás notámos que as visitas dispararam. portanto, obrigada por nos terem ajudado conseguir um dia em cheio. uma boa continuação de escrita sobre a cidade de faro. voltem sempre.
imprensa independente?

hoje é notícia no público a falta de iniciativa dos jornais portugueses quanto ao material noticiário de política, uma tendência que já se verifica de, forma acentuada, a imprensa nacional e de referência.
tendo em conta os resultados do estudo “fontes sofisticadas de informação” de autoria de vasco ribeiro, coordenador do serviço de comunicação da reitoria da universidade do porto (up), tanto como 58,8% das notícias políticas, nos quatro diários generalistas, tinha a sua origem de 1990 a 2005 em “elementos do governo e dos partidos políticos com assento na assembleia da república”, tendo sido somente “um terço do material jornalístico (político) produzido por iniciativa da redacções”.
a nível regional já é conhecido que muitos dos jornais têm (infelizmente) uma relação muito ambígua e a roçar a convivência/ dependência com as instituições políticas e outras, esforçando-se os jornalistas desses órgãos de comunicação social para se manterem livres em termos de eventuais influências, acabando no entanto por noticiar a maior parte dos materiais enviada pelos gabinetes de comunicação, muitas das vezes por falta de tempo e uma enorme pressão em termos de carga de trabalho para a equipa reduzidíssima, sobrevivendo de forma complexa dos anúncios pagos por interesses de fora.
ficando (ainda mais) consciente deste cenário não desejável, surrealista mas inteiramente real, pergunta-se sobre o que aconteceu com a isenção dos jornalistas, com aquela missão de investigar? o trabalho do jornalista tem como fim de questionar, não engolir tudo que lhe é apresentado, mantendo a sua liberdade e independência.
uma inteira classe profissional não se pode dar o luxo de se contentar com este retrocesso de forma alguma, mas deve lutar pelo seus direitos profissionais de expressão e de liberdade, o seu código deontológico e o seu direito de informar.
palavras

quando já lidas e ouvidas ficam por aí penduradas. ou conseguiram comunicar e iluminar, ou não serviram o seu propósito e passaram despercebidas e sem efeito. bem fundadas, escritas de forma cuidada e correcta. éticas, seguindo o código deontológico dos jornalistas. ou criadas para vender, para causar polémica, para ganhar audiência. tudo em nome da informação, dependendo do estilo de cada um.
jornalismo de qualidade é uma coisa. tvi é outra. pelo menos segundo a opinião do polémico bastonário da ordem dos advogados, marinho pinto, que ontem em directo pôs os pontos nos i’s em horário nobre, descascando no trabalho realizado naquele canal.
viva a liberdade de expressão.
(es)cravos de abril…

quase que passou uma vida desde que a voz do povo derrubou o sistema. olha-se para trás e condena-se o que outrora era visto como opressão. expressa-se o orgulho de ter criado um sistema onde o lápis azul já não é utilizado.
mas será que os ideais foram mesmo alcançados? será que se conseguiu realizar os sonhos? será que a sociedade onde hoje vivemos nos profere aquela liberdade que pretendemos?
ou será que isto tudo é ilusório?
arte, plágio, ou simplesmente liberdade de expressão?

desde 1980 que a negativland cria vídeos, livros, rádio, live performance, imagens e texto e compilações de som, tirando literalmente a arte de autores do mundo comercial e de mass culture, criando novos conceitos com resultados possivelmente longe dos inicialmente intencionados.
esta constante culture jamming, realizada pelos envolvidos que se consideram “primeiramente activistas e secundariamente artistas”, envolve expressões baseadas em trabalhos visuais e de áudio, e abrange assuntos como “a banalidade bizarra da existência suburbana, o activismo anti-corporativista entre artistas num mundo multinacional saturada de media, o conceito de arte, a propriedade e a legislação na era digital”, tendo levado desde 1984 esta recriação da arte dos outros (só) a duas sentenças por infringir o direito de copyright.
o objectivo do movimento é, meio à sério, meio à brincar, levantar questões, no continente onde agem (estados unidos) e já agora no resto do mundo, relacionadas com a natureza do som, do media, do controlo, da propriedade, da propaganda e da percepção das artes.
emitem um programa radiofónico “over the edge”, publicam livros, lançam cd’s, sendo a última causa colaborar com o grupo digitalfreedom.org.
criticáveis? talvez, dependo do ponto de vista de cada um. a desafiarem e provocarem o mundo artístico? sem dúvida. abrindo os horizontes? certamente. a divertirem-se? segundo os próprios, a resposta é sim.
