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soberania alimentar – uma questão de sobrevivência

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há partidos políticos que colocam a questão da alimentação como um assunto primordial na suas intervenções. e ainda bem que assim é. alguém tem de levar esta luta emergente à sério. comer é um direito básico. alimentar-se com qualidade também. para todos. em todo o lado. e vivendo numa sociedade desenvolvida e pertencendo  aos ditos países do primeiro mundo é irónico que fazemos tudo para caminharmos na direcção de uma realidade onde arriscarmos ficar sem mantimento, e isto num futuro não muito longínquo.

realizamos as colheitas antes dos frutos são maduros. produzimos em tanto excesso que deitamos fora milhões de toneladas de comida diariamente. isto em vez de produzirmos qb, distribuindo os alimentos de forma justa. estragamos as espécies. e corremos riscos de saúde.

felizmente há jornalistas em cima do assunto que nos alteram e nos informem.o jornalista fredrik gertten foi recentemente processado pelo gigante dole por difamação no seu documentáriobananas!” e censurado a denunciar que os trabalhadores nas colheitas se tinham tornado estéreis por causa das pesticidas utilizadas. outra lutadora em nome dos alimentos, isabella lövin, jornalista sueca premiada variadíssimas vezes em 2007 pelo seu jornalismo de investigação sobre os estados dos oceanos, as políticas de pesca a nível local, regional, nacional e europeu lançou o inquietante “oceano silencioso – à caça do último peixe” (ainda não traduzido para português) sobre como a indústria piscatória até é subsidiada enquanto apanha cada vez mais cedo o bacalhau, o salmão, a enguia, travando o seu processo de criação e consequentemente alterando todo o equilíbrio do eco-sistema.

precisamos de cuidar das nossas terras, da nossa riqueza aqui e agora, e o que melhor do que apoiar os produtores nacionais, aqui por perto, a virar a esquina. para termos boas alternativas.  ainda não é demasidao tarde. sem ter afiliação n’os verdes, a soberania alimentar é uma causa a apoiar!

imprensa independente?

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maos_atadas

hoje é notícia no público a falta de iniciativa dos jornais portugueses quanto ao material noticiário de política, uma tendência que já se verifica de, forma acentuada, a imprensa nacional e de referência.

tendo em conta os resultados do estudo “fontes sofisticadas de informação” de autoria de vasco ribeiro, coordenador do serviço de comunicação da reitoria da universidade do porto (up), tanto como 58,8% das notícias políticas, nos quatro diários generalistas, tinha a sua origem de 1990 a 2005 em “elementos do governo e dos partidos políticos com assento na assembleia da república”, tendo sido somente “um terço do material jornalístico (político) produzido por iniciativa da redacções”.

a nível regional já é conhecido que muitos dos jornais têm (infelizmente) uma relação muito ambígua e a roçar a convivência/ dependência com as instituições políticas e outras, esforçando-se os jornalistas desses órgãos de comunicação social para se manterem livres em termos de eventuais influências, acabando no entanto por noticiar a maior parte dos materiais enviada pelos gabinetes de comunicação, muitas das vezes por falta de tempo e uma enorme pressão em termos de carga de trabalho para a equipa reduzidíssima, sobrevivendo de forma complexa dos anúncios pagos por interesses de fora.

ficando (ainda mais) consciente deste cenário não desejável, surrealista mas inteiramente real, pergunta-se sobre o que aconteceu com a isenção dos jornalistas, com aquela missão de investigar? o trabalho do jornalista tem como fim de questionar, não engolir tudo que lhe é apresentado, mantendo a sua liberdade e independência.

uma inteira classe profissional não se pode dar o luxo de se contentar com este retrocesso de forma alguma, mas deve lutar pelo seus direitos profissionais de expressão e de liberdade, o seu código deontológico e o seu direito de informar.

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Setembro 17, 2009 em 12:26 pm

com a vida entre as mãos

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jardim

“un hombre, para ser completo, ha de plantar un árbol, tener un hijo y escribir un libro”

josé martí - revolucionário cubano, jornalista, político, filósofo, poeta

garantindo que isto vale para ambos os sexos

vida de aprendizagem

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estudante_lundagård

longas e intermináveis noitadas de festejo nas nações universitárias, a celebrar o baco, para, logo de seguida recomeçar o estímulo intelectual com estudos árduos sobre maupassant, duras, sartre, stendahl e outros autores do mundo literário francês, sobre os sistemas políticos internacionais, sobre filosofia, sobre a imprensa e a sua história, sobre média e comunicação, sobre autores maravilhosos do mundo jornalístico de séculos passados e contemporâneos, kisch, wallraff, alving, tingsten, nordström, hebbe… 1º de maio celebrado em frente do edifício da universidade de 1882, sob o olhar dos sfinx lá no cume da casa branca e sob a inscrição regia academia carolina, com as magnólias em flor e o coro masculino da universidade a celebrar a vinda da primavera a capella, à beira do castelo da associação académica. piqueniques animados na relva verdíssima no jardim botánico, passeios nos parques desta instituição de sabedoria datada 1666, numa cidade de estudantes para estudantes, jovens praxados e doutores já agrisalhados. curiosidade, sede de beber da fonte, de aprender mais, de avançar, de não parar porque parar é morrer. e se essa aprendizagem durasse uma vida…

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Julho 10, 2009 em 4:01 pm

liberdade nórdica

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politiken

as nações escandinavas têm uma história extensa e uma tradição longa de liberdade de expressão, de jornalismo de profundidade e de investigação. eis um excerto da imprensa dinamarquesa, jornal politiken, fundado em 1884, hoje em dia conhecido pelo seu jornalismo fotográfico.

Escrito por imagoverbalis

Julho 6, 2009 em 6:07 pm

palavras

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reciclado

quando já lidas e ouvidas ficam por aí penduradas. ou conseguiram comunicar e iluminar, ou não serviram o seu propósito e passaram despercebidas e sem efeito. bem fundadas, escritas de forma cuidada e correcta. éticas, seguindo o código deontológico dos jornalistas. ou criadas para vender, para causar polémica, para ganhar audiência. tudo em nome da informação, dependendo do estilo de cada um.

jornalismo de qualidade é uma coisa. tvi é outra. pelo menos segundo a opinião do polémico bastonário da ordem dos advogados, marinho pinto, que ontem em directo pôs os pontos nos i’s em horário nobre, descascando no trabalho realizado naquele canal.

viva a liberdade de expressão.

Escrito por imagoverbalis

Maio 23, 2009 em 12:46 pm