Posts Tagged ‘henry miller’
somos únicos

“no campo do sexo como noutros campos, costumamos referir-nos a uma norma – mas a norma indica apenas o que é estatisticamente verdade para a grande massa dos homens e das mulheres. aquilo que pode ser normal, razoável, salutar, para a grande maioria, não nos fornece um critério de comportamento no caso do indivíduo excepcional. o homem de génio, quer pela sua obra, quer pelo seu exemplo pessoal, parece estar sempre a proclamar a verdade segundo a qual cada um é a sua própria lei, e o caminho para a realização passa pelo reconhecimento e pela compreensão do facto de que todos somos únicos.”
henry miller, in “o mundo do sexo”
na mesa-de-cabeceira

leitura herdada da minha avó, de certeza daqueles livros que não estiveram na primeira fila na estante, tesouros literários do miller, tropic of cancer, quiet days in clichy, escritos nos anos 30, traduzidos nos anos 60, comprados por o que hoje parece uma pechincha, com desenhos do artista per åhlin.
contos eróticos
o grupo de teatro tavirense al-mashra apresenta “uma snob casa de prostituição literária – contos eróticos” nos dias 5 e 6 de Junho pelas 22 horas.
“em 1940, um coleccionador de livros pediu a henry miller que escrevesse contos eróticos a um dólar a página… henry – para quem escrever por encomenda era uma verdadeira tortura – passou a tarefa a anaïs nin, que logo reuniu os amigos para que partilhassem as suas experiências e fantasias sexuais. isto deu origem a uma verdadeira epidemia de diários eróticos!
nesta “snob casa de prostituição literária”, inspirada pelos contos de anaïs nin, procura-se viajar em torno do poder erótico das palavras. duas actrizes – ana gabriel e patrícia amaral – num espectáculo que alia a narração oral e a linguagem teatral, procuram despertar sentidos e estimular a busca do prazer.”
espaço da corredoura, rua d. marcelino franco, 41 - tavira
postura

“somos todos culpados de um crime, do grande crime de não viver a vida na sua totalidade. (…) ninguém ousou ainda, verdadeiramente, avaliar as potencialidades existentes em nós. compreenderemos que são infinitas no dia em que admitirmos, para connosco, que a imaginação é tudo. a imaginação é a voz da ousadia.” (henry miller, sexus)
