Posts Tagged ‘felicidade’
a pureza da mente

“we are shaped by our thoughts; we become what we think. when the mind is pure, joy follows like a shadow that never leaves.”
(siddharta gautama, fundador do budismo, 563-483 a.c.)
memórias de um verão

nascidas do ventre da montanha de granito, puxadas pelas correntes, rebolando mundo fora, polidas pelas forças das águas transparentes, acariciadas pelos ventos gelados e pela dureza do sol, inquebráveis mas ao mesmo tempo macias como o rosto de uma jovem. marca momentânea de paz e de meditação no espaço e no tempo de um verão inesquecível.
“in tibetan buddhism, chanting ‘om mani padme hum’ (om! the jewel is in the lotus) is one way to pray for this and the next life. throwing a stone on a mani pile is equal to one recitation.”
(the dalai lama, tenzin gyatso)
quebrar as correntes

“the secret of happiness is freedom. the secret of freedom is courage.” thucydides
vida de aprendizagem

longas e intermináveis noitadas de festejo nas nações universitárias, a celebrar o baco, para, logo de seguida recomeçar o estímulo intelectual com estudos árduos sobre maupassant, duras, sartre, stendahl e outros autores do mundo literário francês, sobre os sistemas políticos internacionais, sobre filosofia, sobre a imprensa e a sua história, sobre média e comunicação, sobre autores maravilhosos do mundo jornalístico de séculos passados e contemporâneos, kisch, wallraff, alving, tingsten, nordström, hebbe… 1º de maio celebrado em frente do edifício da universidade de 1882, sob o olhar dos sfinx lá no cume da casa branca e sob a inscrição regia academia carolina, com as magnólias em flor e o coro masculino da universidade a celebrar a vinda da primavera a capella, à beira do castelo da associação académica. piqueniques animados na relva verdíssima no jardim botánico, passeios nos parques desta instituição de sabedoria datada 1666, numa cidade de estudantes para estudantes, jovens praxados e doutores já agrisalhados. curiosidade, sede de beber da fonte, de aprender mais, de avançar, de não parar porque parar é morrer. e se essa aprendizagem durasse uma vida…
era uma vez…

dedicada a todos aqueles dias e todas aquelas noites saudáveis da nossa infância quando percorremos os becos até ao anoitecer…quando andávamos de bicicleta em alta velocidade nos caminhos de terra batida…quando trepávamos as árvores que rodeavam as nossas casas…quando ainda haviam prados abertos logo ali, a virar a esquina…quando brincávamos que o material de construção na futura pista desportiva eram barcos num mar imenso de água pluvial…quando entrámos no jardim do vizinho para lhe roubar maçãs ou cerejas…quando construíamos casinhas de tábuas de madeira para os nossos clubes secretos… quando o ar se respirava, limpo…quando o mundo ainda nos parecia segura…quando ainda tínhamos espaço…quando éramos livres…