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soltem-nos

“the elephant is not satisfied with the food in luxurious places. it longs to go back to the jungle among its relations.”
(nagavagga – the elephant, in dhammapada)
este povo dormente…

35 anos de se gabarem por terem realizado uma revolução em nome da democracia e eis o resultado – uma abstenção de mais de 60% na hora de levantar a voz nas eleições europeias, desperdiçaram o segundo que leva a fazer a cruzinha no boletim de votos, mal aproveitaram de fazer do direito um dever, preferiram não fazer uma escolha consciente e bem fundada, mostraram que vivem mais tranquilos sem se mexerem sendo que não interessa o acto responsável de cada um.
e quem de facto votou fez a sua escolha, seja ela por contestar o poder de quem manda neste momento, se calhar por pura embirração, ou até por convicção. o certo é que quem ganhou vem de uma ala partidária onde as palhaçadas, a falta de ideias e o silêncio já fez das suas. o povo está esquecido e parece que nunca mais aprende.
continua-se a desculpar a falta de empenho por parte do eleitorado com o argumento de que a democracia é jovem. meu, quantos anos é que levam para o português amadurecer? se não votam como é que acham que alguma coisa alguma vez poderá ser mudada a não ser por sorte da oposição? mas não é o povo que ordena? assim os políticos terão sempre espaço para brincar nesta caixa de areia que é portugal.
uma questão de vida

para o bem-estar dos nossos pequenos…para salvarmos vidas… para os verem crescer…em segurança…é uma questão de vida…apoiem
sonho
e se as nossas cidades fossem cuidadas? se o nosso património fosse bem tratado, as casas antigas recuperadas para serem criadas ambientes possíveis de habitar?
se houvesse escolha.
em vez de sermos quase obrigados a escolher a viver em mamarrachos degradados, apesar de estarem cá há poucos anos, e de arquitectónica duvidosa, podermos criar a nossa vida em espaços onde a alma respira e onde o olhar é deslumbrado pelas traças antigas do lar?
onde a luz entra nas pequenas janelas quadradas, inseridas na porta de madeira maciça. onde na pia em pedra na cozinha já se lavava loiça há um século atrás.
onde as tábuas do chão, gastas, lisas e quentes do sol, fazem barulho quando percorremos o corredor e onde de vez em quando as nossas meias ficam presas nas irregularidades.
onde as portas das janelas que vertem para a rua já não assentam bem, bem, mas configuram um charme devastador e uma sensação de pertença a algo maior.
e se isto fosse possível para todos?