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a pureza da mente

“we are shaped by our thoughts; we become what we think. when the mind is pure, joy follows like a shadow that never leaves.”
(siddharta gautama, fundador do budismo, 563-483 a.c.)
responsabilidade humanista

“it is necessary to help others, not only in our prayers, but in our daily lives. if we find we cannot help others, the least we can do is to desist from harming them.”
merci, merce cunningham (1919-2009)

(foto: ursula striner)
faleceu o bailarino e coreógrafo merce cunningham. em 1996 tive a oportunidade e honra de me cruzar com o homem no copenhagen dance festival, num trabalho para a secção de cultura gränslöst (sem limites) o jornal göteborgs-posten (o correio de gotemburgo). um senhor esbelte, irrequieto apesar da sua idade já na altura, a cara enquadrada de caracóis despenteadas, uma voz tímida e mãos vividas com dedos finos e longos. um olhar vivaço e curioso. laid-back. parecia mais o avó de alguém com a sua camisa de padrões múltiplas, de castanho e turquesa. na altura tinha 77 anos.
parceiro de john cage durante muitos anos, desenvolveu técnicas de dança, inspiradas no budismo zen e na música do compositor experimentalista e criador de música de acaso, baseadas em contas aritméticas e nas teorias do etinstein sobre a não existência de pontos fixos no universo, mas ao mesmo tempo completamente livres e imprevisíveis. sequências complicadas e fisicamente exigentes, nos últimos anos trabalhadas no computador, quase impossíveis, para os bailarinos na companhia de merce cuningham, no entanto com um resultado espantoso.
falou naquele dia sobre a importância de seguir pela vida for com felxibilidade e com os sentidos abertos. disse na altura: “o movimento fascina-me desde sempre. esta vida tem sido uma aventura espantosa, uma possibilidade de descobrir coisas novas.”
merce cunningham tinha 90 anos.
anarquia
a emma goldman sabia bem o que esta ideia, convicção e postura significava para as mulheres, tanto na vida emocional como na profissional.
outras épocas, tudo bem, mas no fundo, no fundo, os ideais continuam válidos ainda hoje.
liberta-te e não te deixes opressar. sê anarquista, mulher!
e para quem tiver a dúvida se há filosofias que conseguem conviver, vejam só o que se diz sobre budismo e anarquismo - relação lógica e feliz