Posts Tagged ‘arte’
inaugura draculea café bar
“o projecto draculea the devil’s den bar nasceu em janeiro de 2006, na tradicionalmente famosa zona dos bares farenses, a rua do crime, vindo a ser interrompido (não finalizado) algum tempo depois… 2009 marcará assim o tempo do nosso regresso às noites algarvias e agora também aos dias… temos assim draculea the devil’s den bar transfigurado em draculea café bar – the devil’s den, um espaço de música, de cultura, de arte, de amigos… draculea significa domus regia artis, cultus et amicorum: casa real da arte, da cultura e dos amigos…”
abertura no sábado, dia 15 de agosto, pelas 21:00 horas, na rua dr.rodrigues davim em faro, com actuação dos in tento trio.
musicalidades

desejava ser músico. aulas todas as semanas de flauta de bisel e de flauta transversal desde os seus 7 anos. treinava. debussy. mozart. clássicos. contemporâneos. aulas teóricas, extras, para aprender a história da música, harmonias, escalas, alegretto, stacatto, maior, menor, acordes, ritmos, piano, guitarra, canto… a coisa correu-lhe bem. tocava em casamentos e baptizados, cantava em coros, fazia concertos na aldeia onde vivia, participava em musicais…no dia em que fez a prova para entrar numa escola de jazz, após longas horas de ensaio, a sua coragem foi desmanchada. deixou de tocar durante anos. dedicou-se a outras artes. mas com o bichinho musical a correr-lhe nas veias e a fazer-lhe sempre cócegas nessa alma sonhadora, voltará de certeza a mergulhar um dia destes no mundo colorido das tonalidades…
em mutação
arte, plágio, ou simplesmente liberdade de expressão?

desde 1980 que a negativland cria vídeos, livros, rádio, live performance, imagens e texto e compilações de som, tirando literalmente a arte de autores do mundo comercial e de mass culture, criando novos conceitos com resultados possivelmente longe dos inicialmente intencionados.
esta constante culture jamming, realizada pelos envolvidos que se consideram “primeiramente activistas e secundariamente artistas”, envolve expressões baseadas em trabalhos visuais e de áudio, e abrange assuntos como “a banalidade bizarra da existência suburbana, o activismo anti-corporativista entre artistas num mundo multinacional saturada de media, o conceito de arte, a propriedade e a legislação na era digital”, tendo levado desde 1984 esta recriação da arte dos outros (só) a duas sentenças por infringir o direito de copyright.
o objectivo do movimento é, meio à sério, meio à brincar, levantar questões, no continente onde agem (estados unidos) e já agora no resto do mundo, relacionadas com a natureza do som, do media, do controlo, da propriedade, da propaganda e da percepção das artes.
emitem um programa radiofónico “over the edge”, publicam livros, lançam cd’s, sendo a última causa colaborar com o grupo digitalfreedom.org.
criticáveis? talvez, dependo do ponto de vista de cada um. a desafiarem e provocarem o mundo artístico? sem dúvida. abrindo os horizontes? certamente. a divertirem-se? segundo os próprios, a resposta é sim.

