Archive for Junho 2010
siouxsie says…
the stars that shine & the stars that shrink
in the face of stagnation the water runs
before your eyes
dazzle
it’s a glittering prize
contra estereótipos

foi publicado já em 2007 mas vale a pena referir. o livro sueco “könskrig” (”guerra dos sexos”) fala sobre jovens que lutam pela liberdade para se definirem livremente enquanto pessoas, travando uma guerra contra a guerra dos sexos e contra as definições estereotipadas dos seres humanos.
22 escritores, homens e mulheres, escrevem de forma moderna sobre a importância de exigirmos maior liberdade, mais amor e mais igualdade entre as pessoas, sobre o amor, sobre o sexo (de forma prática e hands-on), sobre as relações privadas, sobre o dito “normal”, os medos, a adaptação e a violência. analizam ainda como tanto elas como eles, de forma mais ou menos consciente, repetem os padrões socialmente aceites nas situações mais íntimas, encaixando ambos os géneros na imagem comportamental “adequada” da sociedade.
uma carta branca selvagem que despeja uma visão contemporânea no colo do leito, verbalizando e focando os pontos frágeis da construção destes padrões “normalizados” dos sexos, descrevendo a necessidade de fazer parte e de construir novos mundos, sobre sentimentos, sobre encontrar o caminho certo e libertar-se.
(autores: tove leffler, elin alvemark, andi nordgren, anna ehrlemark, caroline ringskog ferrada-noli, daniel möller, eric rosén, erica högsborn, farnaz sajadi, isobel hadley-kamptz, joanna zawieja, johanna koljonen, kalle haglund, karolina ramqvist, liv höglund, katrine kielos, maja karlsson, manne forssberg, steven cuzner, sussie egnell och örjan rhode)
privilégio de mulher
assim falou emma

(…) “all lovers do well to leave the doors of their love wide open. when love can go and come without fear of meeting a watch-dog, jealousy will rarely take root because it will soon learn that where there are no locks and keys there is no place for suspicion and distrust, two elements upon which jealousy thrives and prospers.” (…)
música, música, música

arrancou o festival med, loulé.
comer para ser reconhecida

“rapariga boazinha. não grita. não protesta. o pesado nevoeiro do spray desodorizante torna a casa de banho mais parecida com o campo de batalha de lützen, onde ela luta, contra ela própria.
o vómito cobre a sua cara. saem bocados de papo-secos e de macarrão cozido que acabou de devorar. o queixo e a mão direita dela estão cobertos de uma massa pegajenta de baba. mais um ataque. meio quilo de doces e dois litros de gelado directamente para a sanita. sente-se tonta, sente o arder no estômago e na garganta, vomita suco gástrico ácido nas meias e nas calças. depois de dez minutos já não sabe acertar bem, vai tudo para o chão. música altíssima enche o pequeno quarto da nação estudantil onde mora, só para os vizinhos não ouvirem o que faz. o auscultador foi posto de lado para o telefone não tocar. ambas as portas do quarto e da casa de banho estão trancadas à chave. é o segredo dela. ninguém tem o direito de interromper ou interferir na sua sessão privada de vomitar. olha no espelho e vê a córnea salientada nos olhos vermelhos, o rímel todo borrado. lava bem os dentes. para ninguém notar o cheiro. usa o wc pato e o spray desodorizante com fartura. chama-se sofia (nome fictício). há um ano que faz terapia de grupo para pessoas que sofrem de bulimia num dos serviços de saúde estudantis no sul da suécia.
a sofia tem 25 anos e encontramo-nos numa altura em que está a começar a dar os seus primeiros passos saudáveis da sua vida adulta e a quebrar o ciclo vicioso que implica o abusar da comida. (…)”
(©malin löfgren, exerto de artigo publicado na revista feminista “bang”, nº2, 1994, tema: comida, fotografia: paulina olsson)
realiza-se o 1º congresso internacional de anorexia e bulimia em lisboa a 26 de junho, organizado pelo instituto tania estrada, no auditório agostinho da silva da universidade lusófona, campo grande, nº 376, sob o tema “nutrir ou dar sustento?”.
o congresso conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros e é destinado a médicos, psicólogos, dietistas, nutricionistas, enfermeiros, sociólogos, professores, assistentes sociais e estudantes universitários.

