Archive for Maio 2010
no início era… um buraco

técnica de fotografia hands-on. rudimentar mas desafiante. caixa de metal (tetley tea) com papel fotográfico fotossensível. para depois ser revelado através daquele processo que em tudo assemelha magia no laboratório. fotografia pinhole. faro. ano 2000.
a duas rodas em prol do ambiente, ou não…

no parking at any time + no loading at any time = get a bike?
east end london (brick lane), abril 2010
entre as mais belas películas

título: la double vie de véronique (a dupla vida de véronique ). ano: 1991. co-produção cinematográfica franco-noruego-polonesa. direcção: krzysztof kieslowski. fotografia: sławomir idziak. música: zbigniew preisner.
a impermanência da coisa

“(…)aware of impermanence, you become positive, loving, and wise. impermanence is good news. without impermanence, nothing is possible. with impermanence, every door is open for change. instead of complaining, we should say, ‘long live impermanence!’. impermanence is an instrument for our liberation.”
(thich nhat hanh, líder budismo engajado, “cultivating the mind of love”)
byrne & co
dias de punk II

já lá vão mais de 20 anos mas parece ontem. a acampar numa floresta ainda virgem, no festival de música hultsfred (hultsfredsfestivalen), realizada pela organização sem fins lucrativos rockparty na região de småland (historicamente um dos grandes centros de movimentos de revolta contra a monarquia), festival este que já no seu segundo ano de existência (1987) tinha fama de ser o woodstock sueco, só com fortes ligações ao anarquismo, ao punk e aos estilos de vida alternativos. na altura serviam a comida vegetariana em tendas improvisadas, ou a gente sentava-se nas bancadas de tábuas de madeira, feitas lá e então, ou no chão coberto de agulhas de pinheiro, de preferência de botas de borracha e vestidos para aguentar a chuvinha, a ouvir the jesus and mary chain, os punks suecos ebba grön, e a ver o john lydon (johnny rotten) com os public image ldt a fazer as delícias ao público com a sua eterna irreverência e desprezo, aproveitando para lembrar a “anarchy in the uk” (sex pistols).
está quase na altura de repetirem de novo. o festival decorre este ano 7-9 de julho, sendo as bandas hoje em dia de outra onda e o acampamento organizadinho estilo século XXI. se o evento perdeu a alma com a massiva comercialização da indústria musical? não temos grandes dúvidas.
