time to party

adoramos todos a farra. não há dúvida. sob um calor intenso primaveril arranca a semana académica da universidade do algarve em faro com um programa preenchido com nomes sonantes como (quase) todos os anos. daqui a pouco é altura da queima das fitas de porto e da mítica queima das fitas dos estudantes universitários de coimbra, um ritual por alguns intitulado como “a mais interessante festa estudantil do mundo” e que mobiliza milhares de pessoas dedicadas ao festejo e ás actividades desportivas e culturais e que absorvem meses de trabalho, todos os anos. os suecos não ficam muito para trás. decorre de 21 a 23 de maio a “lundakarnevalen” na cidade universitária de lund (universidade que na nomeação da qs world university ranking 2009 foi classificado no 67º lugar entre mais de 500 universidades), uma festa com largas tradições que datam (de forma mais organizada) dos meados do século 19 e que é festejada desde 1896 todos os quatro anos. apesar do nome, não tem anda a ver com o carnaval nos países latinos, mas com o saudar da primavera que chega em força nos meses de abril-maio e que literalmente transforma a paisagem (e as pessoas) quando o sol começa a nascer mais cedo. música (com um cartaz composto de artistas e concertos), teatro, cinema, jogos, bebidas e comida, misturado com um cortejo com carros alegóricos e um “spex” (revista) que, tradicionalmente, só é composto por homens actores que também fazem os papéis de mulher – afinal tudo que faz valer a vida estudantil e que faz vibrar os estudantes ao longo dos meses preparativos e que atinge o clímax durante os quatro dias de festa. é, sem dúvida, uma festa de não perder.
e se os universitários portugueses também realizassem as suas festas com maior intervalo, será que não se tornavam mais concentrados, mais sábios e mais competitivos no mercado do trabalho?