Archive for Abril 2009
1º de maio

(gravura de walter crane)
1º de maio, desde sempre uma celebração da vinda da primavera, com raízes pagãs. mas ainda mais o dia do trabalhador. por isso, um dia de festa, sem dúvida.
os actos de coragem que foram realizados justamente nesse dia, 1 de maio de 1886 em chicago quando o povo encheu as ruas em protesto e greve para conseguir um dia de trabalho de oito horas.
movimento de contestação e de anarquismo de maior importância, que anos mais tarde fez surgir a segunda internacional.
viva 1 de maio. bom work.
go…eastwest…

terá lugar no espaço polivalente da casa do povo de santo estêvão de tavira (cpse), no próximo dia 30 de abril de 2009, a partir das 22:00, um concerto pelos «eastwest», que encerrará a exposição de fotografia «render-se à índia» de isabel macieira e matthijs leijenaar.
o projecto «eastwest», de johan zachrisson (guitarras e baixo – ex membro do grupo de pop, reggae e punk sueco dag vag e compositor de música para vários filmes), luís fialho (guitarras e baixo), félix maria woschek (guitarras) e raimund engelhardt (tablas e timbal) convida para entrarmos num universo musical de extraordinária espiritualidade em torno de referências e instrumentos orientais e, especificamente, do sub-continente indiano.
rush hour

quando o tempo não chega, quando as tarefas se acumulam como as folhas caídas numa manhã de outono, quando o sono é ininterruptamente interrompido, quando o coração bate demasiadamente depressa, quando as imagens do dia não querem sair da cabeça, quando as palavras remoem como um mantra amaldiçoado…
…só apetece descansar… só um pouco… paz… liberdade…
arte urbana

e se o ambiente a nossa volta começa a ficar tão degradado que já não o suportamos? as casas antigas que nos poderiam influenciar positivamente com a sua beleza singular e os seus pormenores estéticos de outrora, caídas em ruínas. as plantas a crescerem nas janelas dos edifícios abandonados. toda a panóplia de uma arquitectura original, para a qual já não há espaço num mundo de urbanização sem nexo, a desfazer-se a frente dos nosso olhos.
há mentes que despertam. que preferem criar em vez de destruir, ajudar a embelezar enquanto em simultâneo fazem ouvir as suas vozes, as suas críticas, mostram os seus sonhos, as suas convicções e a sua arte.
cidade de graffitti. cidade jovem. cidade solidária. cidade de liberdade.
dobras de papel

deixa nos focar ao mesmo tempo que descontraímos. força-nos a seguir regras, ao mesmo tempo que nos concede toda a liberdade de imaginação. nos momentos mais pesados deixa-nos mais leves.
rã de papel criada com técnica origami. estarmos a passar por uma crise a nível mundial e o boneco ser feito um bocado de uma página de economia de um diário, é mera coincidência.
na parede

graffitti supostamente inspirado no filme “um cão andaluz” do buñuel