Archive for Janeiro 2009
beautiful & wild
…through the darkest night
comes the brightest light
and the light that shines
is deep inside
it’s who you are
oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful
oh tonight you killed me with your smile
so beautiful and wild so beautiful and wild…
será mesmo?

(imagem hyperakt)
será que é tão bom e tão renovador como parece? será que não passa de uma fantástica jogada de marketing? será que os passos dançarinos, o aperto de mão cordial, o sorriso confiante e o discurso bem delineado não são meros truques para nos deixar embalar e mergulhar naquela sensação agradável que afinal vai correr tudo bem, vamos todos finalmente ser vistos e tratados como iguais, que chegou o nosso “salvador” e benfeitor?
desconfianças a parte, cansados a ver líderes políticos visionários, com charme, e com maneiras de uma estrela de cinema, acabamos por nos render a aparente humanismo deste senhor.
obama traz uma esperançazinha para um melhor mundo.
mas…a ver vamos…
para aquecer…

para esquecermos…lembrarmo-nos…fantasiarmos…brincarmos…deixarmo-nos ser levados…aprendermos…aquecermo-nos…
i want to ride…

ok, o que se passou com a bela de andar de bicicleta para trás e para frente? a vida toda, desde os meus cinco anos, que tenho andado de bicla.
ah, pois, esqueci-me. mudei-me para portugal…onde não têm muitos sítios para andar com segurança. onde não existem muitos sítios só para bicicletas. ou andas na estrada, rodeado de carros, ou não andas de tudo. quase…
a primeira foi uma vermelha. aprendei com o meu pai. depois uma amarela. depois uma daquela de adolescente nos anos 80 com o guiador por baixo, daquelas em que se andava quase deitada para frente, very cool para a idade do então.
depois a era das já velhas, antiquadas. um para homens. azul.
andei durante os meses de primavera e verão à escola 30 quilómetros com ela. por pura teimosia. contra ventos, entre campos de trigo e com o cheiro de algas do mar a apodrecerem à costa a bater na minha cara. foi roubada.
e mais uma, comprada num leilão de segunda-mão. pintei a toda preta. com rodas muito grandes, tipo balão. confortável. deliciosa.
cada vez que volto, vou andar, para matar saudades. é uma sensação de pura e saudável liberdade.
supa sista…

i rose and fell
as he called my name
i played his game
as…
he came and came
then…
he changed my name
called my blackness untame
he…
put me in chains
then…
he changed my name
then…
he changed my names…
but now i will rewite history
supa sista
i see you off in the distance
comin’ at me like a twister
packing more force than a four-time
heavyweight champion
kinkycoil topped cauldron
of pain, passion and black-mama strength
hellbent on
making your mark in this world
angry ghetto-grown whril-a-girl…
liberdade

foi-me dado aos meus 18 anos. tornou-se logo um livro importante para mim enquanto pessoa. para sobrepor-me aos contratempos. para nunca duvidar nas minhas capacidades. para abraçar os desafios. para lutar pelas minhas convicções. para exigir a liberdade, em todas as formas. para andara de cabeça erguida. sempre.